TEMA: INCIDÊNCIA DE ACHADOS RADIOGRÁFICOS NAS ARTICULAÇÕES TÍBIO-TARSO-METATARSIANA, METACARPO (METATARSO)-FALANGEANA, INTERFALANGEANA DISTAL E OSSO NAVICULAR EM CAVALOS LUSITANOS CLINICAMENTE NORMAIS:
120 CASOS
RESUMO:
Ribeiro, R.C. INCIDÊNCIA DE ACHADOS RADIOGRÁFICOS NAS ARTICULAÇÕES TÍBIO - TARSO - METATARSIANA, METACARPO (METATARSO) - FALANGEANA, INTERFALANGEANA DISTAL E OSSO NAVICULAR EM CAVALOS LUSITANOS CLINICAMENTE NORMAIS: 120 CASOS. Monografia apresentada para obtenção do título de especialista Lato Sensu em Diagnóstico e Cirurgia de Eqüinos da Universidade de Santo Amaro em convênio com o Instituto brasileiro de formação profissional, sob orientação do M.Sc.,M.S. Silvio Batista Piotto Júnior, São Paulo, 2006.
O estudo realizado procurou identificar a incidência de alterações radiográficas nas articulações de cavalos Lusitanos, machos, de 1 a 12 anos, em início de treinamento e para o exame pré-compra, buscando melhor suporte técnico para médicos veterinários clínicos, e melhores condições comerciais para vendedores e compradores. Em cada articulação as lesões foram classificadas e demonstradas em números percentuais, tanto a sua ocorrência, quanto à estrutura anatômica acometida. Porém, sem apresentar grau de severidade da lesão ou comprometimento clínico do cavalo. Os números encontrados mostraram que a articulação mais acometida foi a tíbio-tarso-metatarsiana, prevalecendo como lesão o osteófito (54,67% na direita e 61,43% na esquerda), seguido pela OCD (12,50%), incidindo principalmente sobre a crista intermédia da tíbia, em ambos os membros. Nas articulações metacarpo-falangeanas a dilatação de canais vasculares dos sesamóides foi um achado comum em ambos os antímeros. No casco, o navicular foi o osso mais acometido. Observou-se que a quantidade de cavalos jovens, de 01 a 06 anos (89 de 120), foi maior que a de 07 a 12 anos (31 de 120), pois a média de idade do grupo total foi de 4,94 anos. Porém, com o aumento da idade a porcentagem de animais que apresentaram lesões também aumentou. Houve um aumento de 100% no número de cavalos do grupo de 07 a 12 anos acometidos nas articulações metacarpo-falangeanas em relação ao grupo de 01 a 06 anos. Poucas lesões graves, como as fraturas, foram encontradas, pois os cavalos radiografados eram, em sua maioria, clinicamente saudáveis. O estudo demonstrou haver uma alta incidência de lesões radiográficas em cavalos clinicamente normais, mas que aparentaram pouca severidade. Porém, a avaliação clínica do cavalo relacionada a sua utilização são preponderantes em relação ao estudo radiográfico.