TEMA: EPIDEMIOLOGIA DOS ACIDENTES DE RAIA EM EQUINOS NOS PÁREOS OFICIAS DO HIPÓDROMO DE CIDADE JARDIM NOS ANOS DE 1999 A 2004
RESUMO: Existem diversas evidências de que a DPOC é uma resposta de hipersensibilidade a determinados antígenos presentes no ambiente. Quando estes antígenos são inalados por eqüinos susceptíveis à DPOC, ocorre uma exacerbação clínica da doença, com acúmulo de muco e migração de neutrófilos para o trato respiratório inferior. Durante a resposta inflamatória ocorre uma hiperresponsividade inespecífica das vias aéreas inferiores, sendo acompanhada por aumento do tônus da musculatura lisa das vias aéreas (broncoconstrição) e liberação de diversos mediadores inflamatórios nas vias aéreas e no sangue. Porém o mecanismo exato responsável pela patogênese da DPOC ainda não é completamente compreendido. O acúmulo de muco e secreção associado à broncoconstrição leva à obstrução das vias aéreas inferiores, sendo caracterizada por aumento do esforço respiratório, corrimento nasal, tosse e queda de performance. O diagnóstico deve ser estabelecido principalmente através do histórico clínico e exame físico do animal juntamente com a análise citológica do aspirado traqueo-bronquial ou do lavado bronco-alveolar. Outras ferramentas diagnósticas como os testes de função pulmonar, pressão arterial de oxigênio, exame endoscópico e biópsia pulmonar também são úteis. O tratamento consiste principalmente em retirar o animal do ambiente desfavorável (empoeirado), e na administração de glicocorticóide associado a um broncodilatador. Também pode ser utilizado mucolítico para facilitar a eliminação do muco e desobstrução das vias aéreas. A grande maioria dos animais tratados melhora clinicamente, porém não ocorre a cura da doença. Neste trabalho serão abordados os aspectos etiológicos, clínicos e patogênicos da DPOC, assim como as principais formas de diagnóstico e tratamento. Também será relatado e discutido um caso clínico característico.
Palavras-chave: DPOC, eqüinos, obstrução, recorrente, vias aéreas.