RESUMO:
A região distal do membro é um importante local de claudicação em cavalos diminuindo o desempenho. Normalmente está relacionada a traumas agudos, infecções ou problemas crônicos tais como a síndrome do navicular, artrites na articulação interfalangiana distal entre outros. A chamada síndrome do navicular é uma síndrome degenerativa que envolve o osso sesamoide distal (navicular) e suas estruturas adjacentes. A associação entre os achados radiográficos e o grau de claudicação pode ser controverso, alterações específicas nas radiografias evidenciam degeneração navicular e estas podem ser vistas em cavalos que não claudicam. O diagnóstico da síndrome do navicular baseia-se na história, sinais clínicos, resposta aos bloqueios anestésicos e a presença de anormalidades nas radiografias. Sabendo-se que a patogenia da doença do navicular está também relacionada com danos na cortical da porção flexora do osso, objetivou-se neste estudo, por meio da revisão de literatura, estabelecer a existência e freqüência de alterações na cartilagem da porção flexora do osso navicular através do exame contrastado da bursa do navicular (bursografia), relacionando com as alterações verificadas nos achados histopatológicos da cartilagem e cavidade sinovial. Conclui-se, ao final da pesquisa, que existe uma boa correlação entre as alterações na bursografia e os achados histopatológicos; a claudicação unilateral ou bilateral dos membros anteriores é gradualmente progressiva. Normalmente os cavalos acometidos por esta síndrome tendem a apoiarem o casco, tanto no passo como ao trote, primeiramente na pinça, sendo visível ao trote um tempo de suspensão menor; e que a maioria dos cavalos com síndrome navicular pode não apresentar sinais positivos à utilização da pinça de casco, mas em muitos casos dor pode estar presente no teste central à ranilha e parede contra-lateral.
PALAVRAS-CHAVE: síndrome do navicular, alterações radiográficas, bursografia