RESUMO:
A babesia é uma enfermidade parasitária causada por dois hematozoários, a B. equi e a B. caballi. Parasitam eqüinos, asinos, muares e zebras. Conhecida também por nutaliose ou piroplasmose.
As duas espécies possuem ampla distribuição geográfica e uma grande importância econômica. Causam prejuízos diretos e indiretos na economia.
São transmitidas por carrapatos dos gêneros Amblyomma, Rhipicefalus, Dermacentor e Hyalomma. No Brasil, um dos vetores é o Boophilus microplus.
Protos são naturalmente mais resistentes à infecção do que animais adultos. Em áreas endêmicas, os animais jovens apresentam título de anticorpos mais elevados, indicando um declínio de imunidade à medida que a idade avança.
O animal pode apresentar a doença de forma aguda, subclínica ou crônica. Os sinais clínicos são: queda no rendimento, hupertermia, anorexia, prostração, anemi, icterícia, petéquias hemorrágicas nas mucosas, edema de pálpebras e de membros. Em casos extremamente graves pode ocorrer hemoglobiúria e abortos.
Sinais clínicos variam nas duas espécies.
O diagnóstico é feito por sinais clínicos ou patológicos e o achado de parasitas no interior das hemácias através de esfregaços sangüíneos corados. Além disso o diagnóstico pode ser feito por meio de demosntração de anticorpos específicos, com técnicas de imunodiagnóstico. Técnicas como fixação de complemento e imunofluorescência inidreta são as mais usadas. Existem outras técincas pouco usadas.
Entre as drogas usadas para o combate e profilaxia da babesia, o imidocarb é o mais eficaz. É eficiente para B. caballi, mas não controla a B. equi.
O controle da babesiose é difícil em regiões endêmicas. Para isso é importante evitar a disseminação do parasita usando de diagnósticos corretos, tratamento efetivo e controle do carrapato.