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Patologia

APRISIONAMENTO DE EPIGLOTE
Encarceramento da Epiglote no Ligamento Aritenoepiglótico
 

Revisão de Literatura

1. Definição:

Deslocamento dorsal e/ou lateral dos ligamentos aritenoepiglóticos (ou ariepiglóticos) sobre a epiglote, recobrindo-a.

(Schumacher J, 2000)

2. Epidemiologia:
- 0,74 – 2,1% dos cavalos de corrida
- 8% dos cavalos com sintomas de obstrução do TRA

(Robertson JT; Ducharme NG, 2005)

3. Etiologia:
- Desconhecida;
- Deformidades epiglóticas:
                               defeitos congênitos (hipoplasia);
                               defeitos adquiridos (iatrogênicos);
- Epiglote sem alterações:
                               inflamação/infecção;
                               mucosa subepiglótica em excesso.

(Boles CL; Raker CW; Wheat JD, 1978)

4. Sinais Clínicos:
- EE intermitente = assintomáticos;
- Intolerância ao exercício;
- Ruídos respiratórios (DDPM, flutter dos ligamentos);
- Tosse, disfagia, pneumonia.

(Ferraro GL,1990)

5. Diagnóstico:
- Histórico;
- Endoscopia:
                               contorno da epiglote ainda visível;
                               sem vascularização característica;
                               bordos não-serrilhados;
                               coloração alterada;
                               ulceração dos ligamentos;
                               aderências e edema de mucosa.

(Schumacher J, 2000)

6. Avaliação Fisiológica:
           - Determinação do tamanho da epiglote;
           - Anormalidades de formato?;
           - Severidade e duração da afecção.

(Ferraro GL, 1990; Linford RL, et al. 1983)

7. Tratamento:
           - Cirúrgico;
           - Técnicas:
                               divisão axial x ressecção
                                          82%  x  27%                 

(Robertson JT; Ducharme NG, 2005)

- Divisão axial:
                              
                     acesso nasal              bisturi em gancho  
                     acesso oral                eletrocautério
                                     [ND:YAG], Diodo
- Ressecção:
laringotomia
faringotomia.

(Robertson JT; Ducharme NG, 2005)

 
  (Boles CL;Raker CW; Wheat JD, 1978)
   
  1. Comprimento tiroepiglótico;
2. Diâmetro nasofaríngeo;
3. Distânciafaringoepiglótica;
4. Diâmetro laríngeo;
5. Diâmetro traqueal

Caso Clínico (Bicudo, F. 2006)
  Mensurações (cm):
 

Malvadeza

(x)

1

5.3

6.59 (±0.33)

2

6.3

6.87 (±0.67)

3

3.72

4.09 (±1.29)

4

5.6

5.96 (±0.36)

5

2.8

4.01 (±0.44)



FC: 0,93                              (Linford LR et al, 1983)

TÉCNICA

PRÓS

CONTRAS

INDICAÇÃO

ACESSO NASAL

Posição quadrupe-dal;
Baixo custo;
Assistida;
Rápida recuperação.

Alto risco de lesão de estruturas adjacentes;
Desencarcera-mento

Casos agudos;
Animais calmos.

ACESSO ORAL

Rapidez;
Rápida recuperação.

Técnica cega;
Anestesia geral;
Desencarcera-mento.

Animais agitados.

LARINGO-TOMIA

Acesso direto ao local;
Maior precisão na dissecação.

Trauma maior;
Anestesia geral;
Manipulação epiglótica;
Alto risco de DDPM pós-op.

Casos crônicos;
Aderências;
EE intermitente.

FARINGO-TOMIA

     

8. Complicações:

          - Recorrência 10%;
          - Disfagia;
          - DDPM.

(Robertson JT; Ducharme NG, 2005)

9. Prognóstico:

          - Bom para casos agudos (75%);
          - Pobre nos casos:  Crônicos;
                                       DDPM; 
                                       Deformidades;
                                       Fraturas;
                                       Úlceras de epiglote.

(Robertson JT; Ducharme NG, 2005)

Encarceramento da Epiglote no Ligamento Aritenoepiglótico

   
• Intolerância ao exercício, ruído respiratório
• Muitas vezes pode ser assintomático
•Incisão cirúrgica via nasal com auxílio do Vídeo Endoscópio
•Anestesia local (10 a 20 ml de lidocaína 2%) aplicada topicamente através de uma sonda introduzida pelo canal de trabalho do endoscópio
   
   
   
Condroma Aprisionamento de Epiglote Anestesia
   
Incisão Incisão Perfeita
   
Incisão Parcial Cirurgia entrep sem sec sem fio
   
  •Eletrobisturi X incisão cirúrgica: alteração na dinâmica da laringe, abcessos, lesão no palato mole e epiglote
•Incisão cirúrgica com o cavalo sob anestesia geral: se durante o procedimento houver liberação espontânea do ligamento, dificilmente ele retornará a posição encarcerada para poder terminar o procedimento
  Ecarceramento
   
 

- Schumacher (2000):
          75% resolução dos casos sem DDPM;
          50% resolução dos casos com DDPM.

- Lumdsen JM, Stick JA, Caro JP (ano):
          82% sucesso após div. Axial transoral;
          5-10% de recidivas;
          10-15% desenvolveram DDPM;
          27% sucesso com a Laringotomia.
 
- Pós-operatório:

AINE: meloxicam, mg/kg, SID, 8 dias.

Spray NF:

                Dexametasona
                Furacin
                Glicerina

Com sonda NF, 40 ml, SID, 10 dias.

- Exame endoscópico pós op. ( dias):

   








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